quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Problema da Captação de Recursos para a Área social no Brasil

O Problema da Captação de Recursos para a área Social no Brasil.

A instabilidade institucional gerada pela explosão da criação de entidades sociais no Brasil na década de 90, gerou uma crise nos ditos padrões tradicionais de financiamento social, e direcionou as entidades a buscarem novas formas de patrocínio além de formas mais concretas de fortalecimento financeiro, também buscarem sua sustentabilidade em longo prazo.
Existe uma infinidade de recursos públicos disponíveis para esse setor, mas ainda esbarramos em múltiplos problemas que vão desde a desconfiança, a burocracia, a instabilidade, até a descontinuidade das políticas públicas, além da ausência de mecanismos claros e transparentes de contratação pelo estado de entidades da sociedade Civil.
Estamos vivendo um fenômeno raro atualmente que é o reconhecimento pelo estado da competência e atuação das organizações enquanto promotoras do bem social e desenvolvimento sustentável com equidade.
Porém não se pode esperar dos órgãos da esfera governamental que patrocinem nossos projetos via doações e sim por contratação de serviços, o que nos faz ter uma capacidade profissional e executiva, nunca exigida antes.
A captação de recursos do Setor Privado enfrenta a dificuldade da ausência de uma tradição de investimentos sociais. Até poucos anos, nós mesmos enquanto instituições ignorávamos as empresas, e elas se sentiam desobrigadas de investir.
A redução desta distância entre as partes passa pela superação dos preconceitos e pela descoberta de novas formas de enfrentamento para questões que interessam a toda sociedade, como melhoria na educação, saúde, combate a fome, a violência, a pobreza, promoção da cultura e defesa do meio ambiente.
As organizações brasileiras se multiplicaram e tem hoje apoios muito distintos, que vão desde cooperações internacionais através de agências de desenvolvimento, passam por instituições religiosas, governo e empresas com responsabilidade social.
Não reinventemos a roda, mas vamos em busca do que tem dado certo, planejemos nossas ações, e nos preparemos para a revolução institucional e profissional que nos espreita, e é chegada à hora de mostrarmos a que viemos batalhar pelos direitos dos excluídos, seja qual causa for.

Rosane Fiori
Londrina, 29/04/2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

Captar Recursos- Papel de quem?

“Nossa tarefa não é causar uma boa impressão naqueles a quem ensinamos, mas provocar neles um impacto. Não é apenas convencê-los, mas levá-los a uma transformação de vida.” (Howard Hendrix)
O envolvimento neste Workshop nos levou há uma reflexão da prática com a teoria e nos trouxe uma Responsabilidade Social maior, pois sabemos as implicações e o desenvolvimento dos trabalhos sociais tem tido nas vidas das pessoas que não tinham perspectivas e podem começar a deslumbrar um futuro com esperança.
A base do sucesso das ações é desejo de eliminar as desigualdades sociais e os enormes problemas que surgem de acordo com a demanda de violência, desemprego, despreparo dos trabalhadores, a falta de perspectivas sociais e de melhoria da situação enfrentada. A inclusão social vem trazer a esperança da mobilidade social e a inserção das pessoas no mercado de trabalho, na sociedade e deixando para trás ações de assistencialismo
A autora Virgínia Fontes relata um processo contemporâneo como conversão mercantil e filantrópica de movimentos sociais e que as empresas visam com seu trabalho de lucros, mas queremos registrar que no nosso caso a intenção é de transformar a sociedade e a situação das famílias, proporcionando as crianças uma oportunidade de vida e um caminho de opções para romper o ciclo de pobreza.
A prática do cotidiano vieram para complementar as ações de responsabilidades sociais que temos desenvolvido e acreditamos que funciona, pois os resultados obtidos em ver pessoas sem perspectivas e sem oportunidades começarem a construir caminhos novos com oportunidades novas e certas de que este caminho tem tirado muitas pessoas de suas condições de estagnação. Estagnação essa sem perspectivas e sem saber para onde ir, sem orientação alguma de como transformar sua condição num caminho de oportunidades. Muitas ações sociais buscam o proceso de legalização , mas não tem os caminhos a seguir, também é de nosso interesse pontuar e direcioná-los dentro da Legislação do Terceiro Setor.
“Se pudermos mobilizar toda gama das inteligências humanas e aliás a um sentido ético, talvez possamos ajudar a aumentar a probabilidade da nossa sobrevivência neste planeta e, talvez inclusive contribuir para nossa prosperidade.” (Howard Gardner)
Vamos nesse workshop buscar as necessidades e o caminho de buscar novos parceiros e de alcançar novos recursos para manutenção dos projetos sociais.O papel de captar recursos é de cada um, de cada pessoa que se sente parte do trabalho de resgate de crianças e adolescentes em situação de risco.
Jovani Goulart Mendonça do Nascimento
Pedagoda- Formada na Univeridade Federal Fluminense, Pós- Graduada em Gestão do Terceiro Setor e atua na Gestão de Projetos Sociais.